O Coletivo de Audiovisual do Semiárido Algueiro é um grupo de arte, pesquisa e produção, ativo em Quixeramobim desde 2013. Fundado pela juventude local e por movimentos de militância preta, feminista, antifascista e periférica, com a missão de usar o audiovisual e as artes visuais para afirmar narrativas de grupos dissidentes e minorizados, destacando as áreas de cinema, fotografia, patrimônio e economia criativa.
A atuação do coletivo inclui formações, oficinas, cineclubes, mostras, produções de filmes e eventos. O objetivo principal é descentralizar o conhecimento e democratizar o acesso à cultura, rompendo barreiras geográficas e políticas para alcançar zonas rurais, assentamentos e grupos que raramente têm acesso a essas atividades.
Com filmes lançadas como: Sonora Caatinga (2024), Lebaraxé (2024), Sertão Nu (2024), A Bola, o Trem e o Rádio (2015), Damas de Barro (2015), Mercado Velho (2014), Um Parque de Sensações (2014), Pequenas Ficções: ‘Um Mundo de Alice’ (2014), Entre Olhares (2014).
Além de projetos e movimentos ligados a exposições e formações, como: DOC Sertão (2019), Projeto Vozes Insurgentes – Circuito de Conversas com Mulheres Pretas (2021), Moovuca, Feira Econômica Criativa (2023), Mulherização (2023), Projeto Vozes Insurgentes, Circuito de Conversas com Mulheres Pretas (2021, Sertão Zine (2025) e etc.
O coletivo recentemente vem expandindo seu trabalho e suas áreas de atuação em parceria com o ponto de cultura caboclo 7 flechas, levando as atividades formativas para bairros mais carentes de acessos culturais, descentralizando atividades e assim favorecendo a arte e a cultura para comunidades tradicionais e periféricas.
É com toda essa trajetória que o Coletivo e Ponto de Cultura Algueiro, anuncia sua Obra Expositiva “Kieramobim; Outros tempos”, um projeto de residência artística voltada às artes visuais, educação patrimonial e arqueológica envolvendo as praticas artísticas pré-coloniais; o entendimento primário dos meios de expressão da arte que cartografam historicamente e afetivamente nosso habitat e dão vozes interpretativas a cultura material de Quixeramobim.
O projeto busca novas cartografias representadas através da arte rupestre, história e arte visual; rastros já existentes às novas evidências por vir, onde a práxis educacional figura como um suporte primordial no processo de formação de sujeitos críticos e ativos, o que torna-os protagonistas de sua própria história. A ideia é que a produção artística incite a reflexão patrimonial essencial no arcabouço da preservação, onde sujeitos conscientes estarão aptos a construir “um futuro menos predatório”, onde o conhecimento crítico e a apropriação das comunidades de seu patrimônio sejam a garantia de usos sustentáveis e de fruição social no presente para o futuro. Neste sentido, trabalhar essas práticas torna-se, essencialmente, a ação mais importante quando o assunto é preservação, fruição da arte e sustentabilidade cultural.
O projeto acontecerá nos dias 05, 06 e 07 de junho, e contará com 3 dias de programação percorrendo memórias, paisagens e saberes que atravessam o território de Quixeramobim-ce. As inscrições para a vivência patrimonial e de modelagem em argila ainda encontram-se abertas, acompanhe:
Todas as atividades são gratuitas.
05.06 | 19h
Abertura da Residência e Instalação
Estação Sesc
06.06 | 08h
Vivência Patrimonial no Sítio Arqueológico Canhotinho
Saída da Estação Sesc
07.06 | 08h
Vivência de Modelagem em Argila
C.E.U Caboclo Sete Flechas
Este projeto é apoiado pelo Ministério da Cultura e pelo Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, com recursos provenientes da Lei Federal n.º 14.399/2022 (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura).

