Geólogos brasileiros, contratados por uma multinacional suíça cujo nome ainda não foi revelado, estão realizando pesquisas em propriedades rurais situadas entre os municípios de Itapiúna e Quixeramobim, no Ceará. O objetivo é identificar a presença de terras raras e minerais estratégicos na região, por onde passarão os trilhos da Ferrovia Transnordestina.
Um dos proprietários que autorizou a pesquisa relatou à coluna do jornalista Egídio Serpa, do Diário do Nordeste, que os técnicos mencionaram a existência de registros de 38 minerais raros, incluindo nióbio e grafeno. Esses elementos são fundamentais para setores de alta tecnologia, energia limpa, telecomunicações, exploração espacial e defesa. Atualmente, a China lidera as reservas mundiais de terras raras, seguida pelo Brasil.
Segundo a mesma fonte, Itapiúna já possui histórico de ocorrências minerais, intensificado pelas escavações ligadas à construção da Transnordestina, acompanhadas por equipes da própria concessionária Transnordestina Logística. Além disso, há registro de 115 lavras requeridas ao DNPM (Departamento Nacional de Pesquisa Mineral) por oito empresas internacionais, interessadas na exploração da área.
Nem todos os proprietários, porém, aceitaram a proposta. Um fazendeiro de Redenção, também visitado pelos geólogos, recusou a autorização, alegando que “eles pagam uma miséria pela exploração e ainda deixam um passivo ambiental de causar tristeza”.

