Tem coisa que o rádio ensina para a vida inteira.
Uma delas é o compromisso. Com o microfone… e, principalmente, com o ouvinte.
Hoje, olhando para trás, sou grato por toda a organização e disciplina que adquiri na minha vida profissional. E devo muito disso ao rádio.
Desde o começo, eu já entendia: não era só um trabalho qualquer. Era quase como a missão de um médico. Não tinha feriado. Tinha horário. E horário era coisa séria.
O comunicador precisava estar no estúdio, no mínimo, meia hora antes de entrar no ar. E já se sabia: faltar, só em caso de doença.
Se chegasse cinco minutos após o início do programa… não entrava.
Regra era regra.
Se o programa ia de 8 às 11, como era o meu caso, eu só saía do estúdio depois das 11. E a única liberação, durante o horário, era para uma rápida ida ao toalete.
Tudo seguia um padrão. Sem questionamentos.
Porque ser comunicador é assim. É escolha. É responsabilidade.
Tempo, disciplina, respeito à programação… tudo isso fazia parte do aprendizado. E mais do que isso: era o que garantia a permanência no rádio.
E eu aprendi.
Aprendi, inclusive, da forma mais dura. Já precisei voltar para casa por conta de um atraso de três minutos.
Nunca mais aconteceu.
A regra foi cumprida… e a lição também.
No rádio, o esforço é constante. A dedicação é diária. E o compromisso não pode falhar.
Mas sabe de uma coisa?
Valeu cada segundo.
Porque o rádio não forma apenas comunicadores.
Forma profissionais para a vida.
Porque o rádio é assim.

