Desde cedo, a Rádio Campo Maior entendeu que rádio não é só som, é sentimento. E houve um tempo em que a programação ia além da notícia e da música: ela ganhava forma na cabeça de quem escutava.
O rádio teatro foi uma dessas mágicas. No programa Blitz Policial, ao meio-dia, as histórias ganhavam vida ao vivo, com vozes, trilhas e efeitos que transformavam cada cena em um verdadeiro espetáculo. Era fechar os olhos e enxergar tudo.
Sob o comando de Jango Weltman (in memoriam), ao lado dos talentos de Rosálio Daniel e Ana Lúcia Fernandes (in memoriam), o estúdio virava palco. E o mais bonito: o público vinha assistir. Sim, ver o rádio acontecendo de perto, sentir a emoção de cada fala, de cada efeito no momento exato.
Depois, o projeto ganhou novos contornos com Antonio Rocha (in memoriam), ao lado de Ronildo Saldanha e Regis Andrade. E a magia continuava. Tudo ao vivo, tudo no improviso, tudo com o coração.
Enquanto o rádio teatro era realidade apenas nas grandes emissoras da capital, a Campo Maior já ousava fazer aqui, no nosso sertão, com criatividade, talento e paixão.
Porque o rádio é assim: simples por fora, gigante por dentro.

