A defesa do suspeito pelo crime que vitimou o vaqueiro Francisco Eudazio Lira Soares, conhecido como Dadá Guedes, de 30 anos, durante uma vaquejada em Quixeramobim, na noite do último domingo, 7, divulgou nota à imprensa nesta quinta-feira, 11, negando a versão de que o episódio teria ocorrido por uma suposta exigência de divisão de prêmio conquistado pela vítima.
Segundo a defesa, o suspeito não participava da disputa e não teria qualquer interesse em valores relacionados ao prêmio. A defesa sustenta que o desentendimento começou após um comentário informal, seguido de ofensas pessoais atribuídas à vítima. Ainda conforme a versão apresentada, o acusado teria se sentido cercado e intimidado por três homens montados a cavalo, agindo em contexto de temor por sua integridade física.
A defesa reforça que os fatos ainda serão apurados pela Justiça e repudia a divulgação de informações consideradas inverídicas ou distorcidas.
Confira a nota na íntegra:
NOTA À IMPRENSA
“A defesa do acusado vem a público esclarecer que diversas informações divulgadas por perfis de notícias, redes sociais e outros meios de comunicação acerca dos fatos investigados não correspondem à realidade apurada pela defesa.
Tem sido amplamente divulgada a versão de que o episódio teria ocorrido em razão de uma suposta exigência para divisão de um prêmio obtido pela vítima em uma vaquejada. Contudo, essa narrativa não encontra respaldo nos fatos conhecidos pela defesa.
Segundo a versão apresentada pelo acusado e por testemunhas que presenciaram os acontecimentos, ele sequer participava da disputa relacionada ao prêmio, razão pela qual não teria qualquer interesse ou benefício em eventual divisão dos valores. O que efetivamente ocorreu foi um comentário informal, posteriormente interpretado de forma equivocada, gerando um desentendimento entre os envolvidos.
Ainda de acordo com os relatos colhidos pela defesa, após esse desentendimento verbal, a vítima teria dirigido ofensas pessoais ao acusado, atingindo sua honra e dignidade perante diversas pessoas presentes no local.
Posteriormente, quando o acusado já deixava o evento, a vítima e outros dois vaqueiros teriam se aproximado montados a cavalo. Há informações de que uma terceira pessoa, percebendo o estado emocional alterado do acusado, chegou a advertir os presentes para que evitassem a aproximação naquele momento. Apesar disso, a aproximação teria continuado.
A defesa sustenta que o acusado se viu cercado e intimidado pela investida dos três homens montados, situação que lhe causou intenso temor por sua integridade física. Segundo sua versão, os animais foram conduzidos em sua direção de forma ameaçadora, chegando inclusive a atingi-lo e pisoteá-lo durante a confusão. Sentindo-se ameaçado com a aproximação simultânea de três homens, agiu em contexto de intenso temor e receio por sua integridade física, circunstâncias que serão devidamente analisadas pelas autoridades competentes durante a instrução processual.
É importante destacar que todas as circunstâncias do caso ainda serão objeto de apuração judicial, sendo precipitada qualquer conclusão definitiva acerca da dinâmica dos fatos ou das motivações atribuídas ao ocorrido.
A defesa reafirma sua confiança no Poder Judiciário e destaca que o processo criminal é o ambiente adequado para a produção das provas, oitiva das testemunhas e esclarecimento da verdade dos fatos, sempre com observância aos princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência.
Por fim, a defesa repudia a disseminação de informações inverídicas ou distorcidas que possam comprometer a correta compreensão dos acontecimentos e influenciar indevidamente a opinião pública antes da conclusão da investigação e do julgamento”.

