Quixeramobim esteve entre os 16 municípios cearenses alvo da Operação Caatinga Resiste, realizada entre 9 e 19 de março pelo Ministério Público, em parceria com Ibama, Semace e SSPDS. A ação resultou no embargo de 1.992,69 hectares de áreas desmatadas ilegalmente no estado, dentro de um total de 2.062,54 hectares identificados.
Além de Quixeramobim, a fiscalização ocorreu em Aurora, Barro, Beberibe, Bela Cruz, Brejo Santo, Cedro, Crateús, Iracema, Itapipoca, Mauriti, Missão Velha, Mombaça, Senador Pompeu, São Gonçalo do Amarante e Umari. As irregularidades envolvem supressão de vegetação nativa sem autorização, uso irregular do fogo e exploração ilegal de madeira.
No Ceará, foram lavrados 35 autos de infração, com multas que somam R$ 2,38 milhões. O Ministério Público anunciou que adotará medidas judiciais e extrajudiciais para interromper os danos, promover a reparação ambiental e responsabilizar os infratores, inclusive pelos impactos climáticos.
Segundo o promotor Marcus Amorim, coordenador do Gaema, proteger o bioma Caatinga é urgente, já que o desmatamento afeta não apenas o meio ambiente, mas também as comunidades locais, que ficam mais vulneráveis às mudanças climáticas.
A operação, que também ocorreu em outros oito estados do semiárido, reforça a necessidade de ações contínuas e integradas para conter a pressão sobre a Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro e estratégico como sumidouro de carbono.

