Nos dias 19 e 20 de novembro, Quixeramobim recebe a 4ª edição do QUIXEAFRO, iniciativa realizada pelo Ilê Asé Omo Inã Ayrá, que neste ano traz como tema “O museu vivo da nossa ancestralidade”. Realizado em alusão ao Dia Nacional da Consciência Negra, o projeto busca ampliar a visibilidade da cultura afro-brasileira e das religiões de matriz africana, promovendo conhecimento, reconhecimento e respeito à diversidade religiosa e cultural.
Mais do que uma exposição, o QUIXEAFRO propõe ao público conhecer uma parte da história construída pelo Ilê Asé Omo Inã Ayrá e pelo Palácio Vovó Maria Conga, destacando a trajetória de permanência e resistência dessas comunidades no município de Quixeramobim. A iniciativa parte das experiências de Mãe Miquerina, coordenadora do evento, e do Babalorixá Adson ty’Ayrá, apresentando os caminhos percorridos por ambos em suas vivências religiosas e na construção de seus espaços de atuação.
A proposta também busca dar visibilidade aos desafios enfrentados ao longo dessa trajetória, aos projetos desenvolvidos e às ações sociais realizadas pela comunidade. O objetivo é mostrar como essas experiências contribuíram para fortalecer vínculos, preservar tradições e aproximar a cultura e a religiosidade de matriz africana da sociedade.
De acordo com a proposta do projeto, o QUIXEAFRO também se coloca como um espaço de diálogo e enfrentamento aos preconceitos. A iniciativa busca desconstruir estigmas historicamente associados às religiões de matriz africana e combater o racismo religioso, contribuindo para uma sociedade que reconheça e respeite as diferentes formas de manifestação da fé e da cultura.
Nesse sentido, a ancestralidade ocupa um lugar central na proposta. O evento busca preservar e compartilhar histórias, saberes e experiências que fazem parte da identidade de uma comunidade e também da construção cultural e social de Quixeramobim.
Ao chegar à sua quarta edição, o QUIXEAFRO reafirma a importância de criar espaços de escuta, conhecimento e valorização da cultura afro-brasileira. Com o tema “O museu vivo da nossa ancestralidade”, a iniciativa convida o público a conhecer histórias que permanecem vivas, reconhecer a resistência de quem mantém essas tradições e refletir sobre a importância do respeito à diversidade.

