A sociedade de Quixeramobim não quer mais relatos, não quer mais promessas, não quer mais silêncio.
O que a população exige, neste momento, é uma resposta objetiva das autoridades: os responsáveis pelos casos de maus-tratos e envenenamento de animais já foram identificados?
As denúncias são públicas, graves e recorrentes. Foram levadas ao ar, formalizadas, registradas. Há relatos de diferentes localidades, há animais mortos, há sofrimento comprovado. E, mesmo assim, o que se vê é a ausência de informações claras para a população.
E é impossível não relembrar episódios ainda mais chocantes que marcaram a memória recente da cidade, como casos em que animais foram encontrados com sinais extremos de violência, incluindo a decapitação e mutilação. Situações que ultrapassam qualquer limite de crueldade e que, até hoje, reforçam a sensação de impunidade.
Quem está investigando esses crimes?
Em que estágio estão essas investigações?
Existem suspeitos?
Alguma medida concreta já foi tomada?
A falta de respostas alimenta um sentimento perigoso, o de que, em Quixeramobim, crimes dessa natureza podem acontecer sem consequência.
E isso é inaceitável.
Maus-tratos contra animais não são casos menores. São crimes. E crimes exigem investigação, responsabilização e punição.
A população está fazendo a sua parte, denunciando, expondo, cobrando. Agora, cabe às autoridades fazerem o que lhes compete.
O que não pode continuar é essa sensação de que nada acontece.
Quixeramobim quer, e merece, uma resposta.

