O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) apresentou denúncia contra nove pessoas investigadas na Operação Jogo Sujo, deflagrada pela Polícia Civil em 5 de fevereiro de 2026, em Quixeramobim, Sertão Central. A ação marca o início do processo penal contra o grupo, acusado de extorsão, associação criminosa armada e exploração ilegal de jogos de azar. A informação é do Diário de Quixadá.
Segundo o promotor de Justiça Bruno Barreto, seis dos denunciados permanecem presos preventivamente. “Todos vão responder, por enquanto, por oito crimes de extorsão, associação criminosa armada e exploração de jogos de azar. As investigações vão continuar para apurar possível vínculo com o PCC e também suspeita de lavagem de dinheiro”, declarou ao portal quixadaense.
Operação Jogo Sujo
A investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Quixeramobim, sob responsabilidade do delegado William Lopes. Durante a operação, foram apreendidos veículos de luxo, armas de fogo, munições, dinheiro em espécie e outros objetos considerados relevantes. Parte do material ainda está em análise.
Esquema de apostas e intimidação
De acordo com a denúncia, o grupo explorava jogos de azar semelhantes ao jogo do bicho e, paralelamente, praticava extorsão contra comerciantes e cambistas da região. As vítimas eram ameaçadas para que operassem exclusivamente em favor das plataformas ligadas à organização.
Os crimes teriam ocorrido entre julho e agosto de 2025, quando os investigados intimidaram operadores locais de apostas e comerciantes, exigindo exclusividade para ampliar o controle do esquema.
Estrutura organizada
A denúncia aponta que o grupo possuía uma divisão em três núcleos:
- Comando: responsáveis pelas plataformas de apostas.
- Gerencial: coordenava atividades em diferentes áreas.
- Execução: realizava cobranças, ameaças e intimidações.
Reuniões internas teriam definido estratégias para expandir o esquema e pressionar comerciantes a aderirem.
Investigações em andamento
Apesar da denúncia já protocolada, o MPCE reforça que as apurações continuam. As autoridades investigam a possível ligação da quadrilha com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e indícios de lavagem de dinheiro relacionados às atividades ilegais.

